Aniversário da Regra da Militia – 35 anos da Edição Portuguesa

Aniversário da Regra da Militia

Aniversário da Regra da Militia

Em Janeiro de 1979, o Arcebispo de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira, concedia o “ imprimatur “ à Regra da Militia Sanctae Mariae – cavaleiros de Santa Maria, na sua tradução para português. Foi um acontecimento importante e que permitiu a sua impressão tipográfica.

Por decisão do Fundador, Dom Gérard Marie Lafond, OSB, na altura monge da Abadia de S. Wandrille, o texto  não poderá ser alterado. Por isso, nos deu umas Constituições que podem, essas sim, ser adaptadas às realidades mutantes do nosso tempo, permanecendo, porém, a Regra como o nosso “ directório espiritual”, tal como, por exemplo, sucede com a Regra de S. Bento que as Constituições de cada Congregação vão adaptando às necessidades de cada época.

Ao dar-nos uma Regra, tal como a entendeu o Fundador, Dom Lafond quis que se tivesse um guia intemporal sobre a nossa identidade, mariana, cavaleiresca e militante consequentemente, num espírito comunitário disperso no mundo tal como é próprio e exigência de uma associação laical, sempre fiel à Igreja e aos seus ensinamentos.

A Regra, como tal, ordena , guia, a nossa vida no espiritual e no temporal. Por isso, a Militia Sanctae Mariae- cavaleiros de Santa Maria é algo de novo no âmbito das associações laicais. Não é, por isso, um “ museu” de usos e costumes para e de saudosistas de um passado que hoje já não tem sentido. A MSM sabe, tal como era a vontade do seu Fundador, que pode e deve guardar alguns sinais do passado, sinais que continuam a ter sentido. Por exemplo, na MSM continua a conferir-se a “ benedictio novi milites”, sacramental antiquíssimo, que deve ser conferido , normalmente por um Bispo ou Abade mitrado, e que , não é mero resquício de um sacramental aprovado pela Igreja, reduzido a uma investidura como numa qualquer confraria …

A MSM, assim, não é , nunca foi, nem será um grupo de gente que paira nas nuvens, rodeada de brasões, títulos e honrarias,  em que os seus membros  se assumem como “ cruzetas” de procissões! Não! Quem pensa que na MSM vai encontrar esse mundo de fantasia, errou na porta. Está no sítio errado! Não somos nada disso, Não queremos ser. Nem queremos no nosso meio quem imagina que a MSM é o “território” de vaidades.

Atenta aos sinais dos tempos, numa fidelidade absoluta à Santa Madre Igreja, Mãe e Mestra, queremos ser uma resposta , pela oração e pelo trabalho ( a nossa matriz beneditina! ) aos grandes desafios do nosso tempo, sobretudo às pobrezas múltiplas e mutantes que afligem os nossos países. Queremos ser um “eco” dos apelos do Papa Francisco, que quer uma Igreja em saída, na busca de todas as periferias ( materiais, culturais e espirituais ). Se não formos Igreja em saída … Como podemos ser Igreja?

Queremos, na MSM, e temos de ser militantes constantes, na nossa pobreza, dos direitos de Deus e dos homens, alicerçados numa devoção mariana séria e comprometida. Cristãos que têm uma Regra de vida que aceitamos cumprir , em liberdade e com responsabilidade. Por isso, queremos assinalar o 35º aniversário da sua edição portuguesa, suporte formativo essencial  da MSM para os luso-falantes.

Carlos Aguiar Gomes

Provincial

Segue a Nota de Dom Gerard Marie Lafond, Fundador da Militia Sanctae Mariae para a Tradução Portuguesa da Regra dos Cavaleiros de Santa Maria:

NotaFundador

Nota à Edição Portuguesa da Regra dos Cavaleiros de Santa Maria

Regra35

Clique e Leia a Regra dos Cavaleiros de Santa Maria