Recepção na Militia

Recepção na Militia

Fr. Kleber Batista

Recepção na Militia

 

Relato da Recepção na Militia pelo freire Kleber.

“Na medida que aproximava-se da data de minha Recepção, só podia ser capaz de vislumbrar, apenas  e de modo muito superficial, o que seria pertencer a uma Ordem de Cavaleiros e estar reunido presencialmente com membros, que até então comunicavam-se basicamente por meios virtuais e eletrônicos.

Apesar dos diversos contratempos e de não conhecer de forma mais acurada os até então postulantes, Ivair e Danilo, bem como, os freires-de-armas Michel, Bruno e João Batista, ainda, após saber que seríamos Recebidos pelo próprio Provincial, o cavaleiro Carlos Aguiar, que viria diretamente de Braga com este objetivo, com tudo isso, sentia imensa paz em meu coração, decerto consolado por Nossa Suserana.

Mas a vida é um grande mistério! E os receios se esvaíram enquanto os dias eram ornados de graças! E quantas graças!

A maior delas já se iniciou com o apoio do Revmo. Padre Fábio Fernandes, como esquecer o ensinamento de Santo Afonso de Ligório, quando diz “…o sacerdote está acima de todas as pessoas, até mesmo dos anjos na hierarquia, grande é a dignidade do padre…” – E este digníssimo sacerdote não só nos bem acolheu na Paróquia Santa Generosa,como nos acompanhou por todo o Capítulo, Recepção dos novos freires-de-armas e cerimônia de Recepção dos novos escudeiros-donatos, sem nos olvidar de sua aula durante o Capítulo! Do mesmo modo, o sempre atencioso e receptivo Revmo. Côn. Alfredo Lima, que nos cedeu espaço na Paróquia Santa Cecília para realização do Colóquio e tempos antes, já nos havia concedido a participação nas Missas do primeiro sábado de todo mês.

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Do outro lado do oceano, vinha outra grande graça. A satisfação de conhecer pessoalmente o Provincial! Não conseguia em minha humilde e limitada inteligência, materializar um ‘cavaleiro’, até estar in concretu ao lado deste lusitano. Sua humildade no sorrir, no trato e no respeito com as limitações de todos que dele se aproximavam, detendo ainda o calor de uma alegria que superava e muito o severo verão que nos encontrávamos, emparelhavam-se harmonicamente com um gentleman poliglota, refinado e que não se podia subjugar. Estava diante de um CAVALEIRO!

A medida que íamos cumprindo a nossa agenda, víamos um ao outro como se nos conhecêssemos a tempos. Uma família. Era evidente que cada um vinha de distintas experiências, educações e formações, não daria mais certo, porém, se tivéssemos sempre vivido todos juntos. Não podia ser diferente, nos confiamos a Nossa Mãe, nossas limitações e diferenças humanas eram inexistentes diante do Amor de Maria!

Não posso me olvidar de mencionar uma mulher que em muito se esforçou para seguir os passos de Maria, se ocultando, servindo e amando. Esta mulher esteve por todo o tempo envolvida em tudo, porém, sem querer aparecer em nada. Renata, minha esposa.

Duas noites e dois dias de um inesquecível acontecimento, restando-me a certeza de que deste sai diferente, um novo homem, e que, de um bom modo, nunca mais serei o mesmo.

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